Engenheiro escapou da tragédia no Haiti
O cearense João Luiz Fernandes Texeira de Alcântara, 25 anos, é um dos integrantes brasileiros da missão de paz da ONU (Organizações das Nações Unidas) no Haiti. Ele é o primeiro-tenente formado em engenharia pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e, desde julho de 2009, está trabalhando com o Exército na reconstrução do país. Nesta sexta-feira (15), cumpriria o tempo de serviço e retornaria em definitivo para o Brasil. No entanto, com o incidente, a volta agora é incerta. Por enquanto, a única informação que a família tem é a de que está vivo e bem.
Na noite de terça, uma prima conseguiu se comunicar com ele pela internet. "Está tudo bem, avisa para a mamãe. Tremeu tudo aqui, mas está tranquilo", escreveu. Mais tarde já de madrugada, foi a vez da esposa Cláudia conseguir um contato. Como muitos oficiais queriam também falar com seus parentes, a conversa foi breve.
Segundo as informações da família, João comentou que no momento do terremoto, estava a trabalho em uma cidade vizinha a Porto Príncipe. Seu colega de turma da Aman, o gaúcho Bruno Ribeiro Mário, também primeiro tentente e pertencentes à infantaria, foi um dos mortos confirmados pela embaixada brasileira. Apesar de João afirmar estar bem, a família ainda está tensa pela falta de novos contatos e prefere não se manifestar. A expectativa é que o retorno dele se confirme quanto antes.
O Brasil hoje tem hoje 1.266 militares na Força de Paz da ONU no Haiti, a Minustah, dos quais 250 são engenheiros do Exército. Os militares já tiveram participação no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o país. A força trazida ao país depois de uma sangreta rebelião em 2004. (Amanda Queiróz é ex-repórter de Política e Cultura do O POVO e mestranda em Comunicação Social na PUC-SP).
Fonte: Jornal O POVO
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